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S. P. A. - Serviço de Psicologia e Acompanhamento da ASFIC/PJ
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No mês de Julho de 2005, a Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da Polícia Judiciária encetou uma experiência piloto em Lisboa, Porto e Coimbra, tendo como objectivo a criação e implementação do Serviço de Psicologia para acompanhamento dos seus associados e familiares (S.P.A.). |
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A criação deste Serviço partiu do reconhecimento de que nenhum dos serviços até então existentes internamente na PJ dispunha de um serviço com as características do projecto Serviço de Psicologia e Acompanhamento (SPA) por forma a dar uma resposta rápida e eficaz às necessidades dos associado, nos termos do que se encontra lavrado nos seus estatutos como apoio solidário e pretendeu dar resposta a essas premente necessidade.
Deste modo, e consubstanciando o espírito e objectivos associativos, pretende-se apoiar o associado na identificação e detecção atempada de problemáticas de base, que poderão passar muitas das vezes por um mal estar global do associado, quer pessoal quer institucional, que se caracterizam pela alteração dos seus ritmos de vida. Procurar alternativas para o desenvolvimento integral do associado, procurando facultar-lhe um acompanhamento mais eficaz dos seus percursos pessoais para a sua plena integração sócio-institucional.
A Asfic/PJ procedeu à constituição de uma equipa composta inicialmente por seis Psicólogos (das áreas de Psicologia Clínica, Psicologia Judiciária e Psicologia Forense) e por uma Médicos Psiquiatras, para desenvolver um núcleo de atendimento de casos Clínicos (em Lisboa), e três Grupos de Psicodrama para os aposentados (em Lisboa, Porto e Coimbra), bem como ainda dar sequência a um projecto de investigação sobre o desgaste profissional dos funcionários de Investigação Criminal.
Ao SPA são atribuídas as seguintes funções:
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Realização de avaliações psicológicas aos associados e familiares que o solicitem e sempre que tal se mostre necessário par o seu necessário acompanhamento psicoterapêutico;
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Participação na realização de avaliações de competências pedagógicas;
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Colaboração no processo de avaliação dos associados no sentido de fornecer um segundo parecer;
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Participação na definição de estratégias e na aplicação de procedimentos de acompanhamento psicológico;
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Encaminhamento de associados, e sempre que necessário e com o seu consentimento para outros serviços especializados;
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Acompanhamento de associados e/ou de famílias através do recurso a modalidades de intervenção como o aconselhamento psicossocial e o apoio psicoterapêutico;
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Participação na concepção e implementação de experiências educativas e de projectos de ligação da vida activa ao meio no período de passagem à aposentação;
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Promoção de acções destinadas a prevenir a depressão, a ansiedade, as dependências e o absentismo;
No âmbito deste conteúdo funcional, é possível destacar as seguintes modalidades de intervenção mais directa com os associados e familiares, as quais decorrem do processo decisório que constitui o diagnóstico psicológico previamente efectuado:
Acompanhamentos psicológicos, individuais ou em grupo de psicodrama, a associados cujas dificuldades se centram na esfera afectivo-emocional. No contexto desta intervenção, em que são dinamizadas sessões com periodicidade semanal e duração aproximada de 1,5 horas, é desenvolvido um trabalho ao nível do simbólico, através do recurso a técnicas eminentemente psicodramáticas, estabelecendo-se uma relação de ajuda que visa apoiar os associados na abordagem e resolução de conflitos. O objectivo deste trabalho de intervenção não consiste apenas na eliminação do (s) sintoma (s) mas, sobretudo, no operar de uma mudança relacional e, se possível, estrutural, no sentido de encontrar um novo equilíbrio e uma maior flexibilidade de funcionamento psicológico e, assim, permitir um desenvolvimento mais saudável.
Encontros Informativos:
O SPA desenvolverá, ao longo do ano lectivo 2005/2006, alguns encontros informativos incidentes em diversas áreas temáticas. Uns destinar-se-ão aos associados da ASFIC/PJ, outros aos familiares e ainda outros aos aposentados.
O trabalho realizado até à data evidenciou dificuldades ao nível da promoção da mudança nos contextos familiar e educativo, tendo sido identificadas várias lacunas nas áreas da prestação de cuidados básicos de higiene, da alimentação, do relacionamento pais/filhos, da interacção professor/aluno, da aquisição de competências sociais básicas e da animação de recreios. Com o objectivo de tentar minimizar estas situações, revelou-se pertinente uma maior incidência de intervenção do SPPSE ao nível do desenvolvimento de acções de informação/sensibilização e de educação Parental, no âmbito destas temáticas.
À guisa de conclusão, é possível referir que o trabalho desta equipa visa contribuir para o diagnóstico de situações e contextos e para a concomitante definição das intervenções consideradas mais adequadas e pertinentes face às necessidades detectadas.
É precocemente que o despiste, da avaliação, do acompanhamento e do encaminhamento de situações de risco, a nível sócio-educativo, sócio-familiar e emocional, que se encontra a chave para uma maior qualidade de vida e para uma efectiva integração sócio-institucional dos associados.
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